Círculo de Acolhimento Parental: Violências Invisíveis

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Reconhecer e combater formas sutis de violência é um grande desafio, pois elas são muitas vezes normalizadas e tendem a ser invisibilizadas numa sociedade com tantos problemas estruturais. Porém, elas podem causar danos profundos e duradouros no desenvolvimento de crianças, que perduram desde a infância até a idade adulta, deixando marcas invisíveis, prejudicando a saúde mental e o desenvolvimento emocional a longo prazo. Palavras cruéis, humilhações, rejeição, desrespeito, manipulação, gestos ou comportamentos que minam a autoestima, a confiança e a segurança emocional da criança são atualmente consideradas formas de violência, infelizmente subestimadas em nossa sociedade.
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“Violências invisíveis” foi o tema escolhido para o Círculo de Acolhimento Parental do STJ no mês de novembro de 2023, que deixou, dentre muitos ensinamentos, a importante mensagem de que a conexão emocional com um cuidador principal é uma das principais necessidades do bebê humano e que, por isso, todo desafio de comportamento na criança reflete uma necessidade infantil não atendida.
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A palestrante foi a servidora Juliana Nogueira, coordenadora da Comissão da Primeira Infância do STJ, mestre em desenvolvimento da primeira infância pela University College London e educadora parental especialista em educação parental positiva. A moderação foi realizada por Keila Faria, também servidora do STJ e educadora parental, especialista em neurociências e em educação parental positiva e integrante da Comissão da Primeira Infância do STJ.
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Durante a palestra, foram discutidas formas de se criar ambientes e relacionamentos familiares mais seguros e saudáveis e como o vínculo entre a criança e seus cuidadores principais tem papel fundamental na prevenção da violência e na promoção do bem-estar coletivo e social.
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Sobre o projeto
O Círculo de Acolhimento Parental do STJ é um projeto iniciado em agosto de 2021 e faz parte do Plano de Ação do STJ, como signatário do Pacto Nacional pela Primeira Infância (março de 2021).
O projeto foi criado pela Comissão da Primeira Infância do STJ, subgrupo do Sistema Humaniza STJ, com o apoio da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde (SIS).
O principal objetivo é aproximar o conhecimento científico sobre o desenvolvimento da primeira infância e sobre práticas respeitosas e não violentas de parentalidade do corpo de servidores(as) e colaboradores(as) ativos(as) da Corte e de outros tribunais, assim como seus cônjuges.
A iniciativa tem como público-alvo: mães, pais e cuidadores de crianças, porém, qualquer pessoa que deseja ser mãe/pai ou que tenha interesse sobre os temas também pode participar.

Superior Tribunal de Justiça (STJ){authorlink}

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