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O Brasil tem quase 19 milhões de pessoas com deficiência, segundo o IBGE. O número representa cerca de 9% da população acima dos dois anos de idade. Mais da metade são mulheres.
O Repórter Justiça desta semana mostra que, nas últimas décadas, houve grandes avanços na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Um exemplo é a nomenclatura. Até a década de 1980, por exemplo, era comum termos como aleijado, incapacitado e inválido. A Constituição Federal de 1988 trouxe a expressão “pessoas portadoras de deficiência”, que foi alvo de questionamento por apontar a deficiência como algo que se porta, e não como parte da pessoa. Por fim, em 2006, a ONU definiu que a forma correta é "pessoas com deficiência".
O programa também mostra como as pessoas com deficiência têm menor acesso à educação, trabalho e renda. A taxa de analfabetismo entre as crianças com deficiência é maior, assim como as que estão afastadas da sala de aula. Nossos repórteres também mostram os desafios de acessibilidade nas ruas e na inserção no mercado de trabalho.
Você vai conhecer iniciativas que trazem liberdade e autonomia para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. No Distrito Federal, uma plataforma virtual oferece à comunidade surda o atendimento por meio de videochamada em tempo real com a intermediação de um intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais. A comunicação acessível funciona em todos os serviços públicos, como na Defensoria Pública, nas delegacias e nos hospitais.
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